Estudantes universitários e secundaristas do Rio de Janeiro uniram-se aos professores, aos trabalhadores, aos aposentados e a alguns militares para fundar o MV-Brasil (Movimento pela Valorização da Cultura, do Idioma e das Riquezas do Brasil). Trata-se de um movimento multipartidário, aberto aos brasileiros de todas as origens étnicas, sociais ou religiosas.

Traçamos planos de ação que almejam resgatar a auto-estima de nosso povo, e despertar sua consciência para a apresentação de nossos projetos reais de um Brasil viável, soberano, independente, abastado e democrático.

Acusamos a degeneração metódica, intencional e maldosa de nossos valores nacionais, a nós transmitidos por nossos ancestrais nativos ou oriundos dos quatro cantos do mundo, que se integraram e formaram o Brasil.

Entre os valores que nos definem como nação soberana, estão nossa língua oficial, a portuguesa (bem imaterial de inestimado valor), nossos costumes e folclores, nossa história e principalmente nossos patrimônios materiais, que estão sendo desviados para o exterior por meio de juros extorsivos e outras formas submissas de intercâmbio político-econômico.

A cultura nacional vem sendo substituída pela cultura superficial e violenta de um país (os E.U.A.) cujos métodos de subversão política já são mais do que conhecidos pelo mundo afora.

Acusamos também a conivência de parte dos dirigentes brasileiros que se submetem aos interesses internacionais e contribuem para a pilhagem de nosso patrimônio nacional, como, por exemplo, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Pregamos o intercâmbio respeitoso e simétrico em todas as áreas, com qualquer país do planeta.

Queremos a inviolabilidade do território brasileiro, de nossos mares e de nosso espaço aéreo, acompanhado de um projeto nacional de desenvolvimento auto-sustentável que priorize o bem-estar do povo brasileiro, para que haja respeito consciente às regras por ele mesmo então criadas.

Queremos uma nação educada para a vida fraterna em coletividade, abandonando a ganância e o individualismo egoísta que nos traz o caos e a violência.

É mister que o Brasil assuma o mais rápido possível uma posição na sociedade internacional que seja proporcional a sua grandeza territorial e a sua grandeza humana.