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Mossoroense (RN) - 18/01/2001
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A língua
dos outros
Editorial
A Internet - a rede mundial de computadores - encurtou caminhos, estreitou as relações entre diferentes povos e foi um salto quantitativo em termos de tecnologia e, atualmente, é uma das ferramentas fundamentais da globalização, que tornou nosso planeta Terra numa “Aldeia Global”.
As conseqüências estamos vendo aos borbotões.
Para alguns a globalização é culpada pela intromissão de outras línguas - principalmente o inglês - nos idiomas de outros países.
Basta dar um giro em qualquer centro comercial, de qualquer cidade brasileira, para ver a quantas anda essa invasão ianque.
Essa importância que o brasileiro dá aos idiomas estrangeiros vem antes da globalização propriamente dita.
O inglês, há muito, é considerado com idoma dos negócios.
Com certeza é mais forte, a mais desejada, a mais bonita, segundo alguns, e a mais falada fora dos territórios que têm esse idioma como o oficial.
A mistura é inevitável, mas deve-se evitar os exageros.
A França vem combatendo isso com a lei.
No Brasil, tem-se leis protecionistas incluídas na Constituição Federal, mas ninguém leva a sério. Todavia, no Rio de Janeiro surgiu o MV Brasil, um grupo de universitários que combate o estrangeirismo.
E quando o assunto é este, eles são radicais. Alguns até mudaram letras que não constam no nosso alfabeto usual, como o W. Wellington, um dos integrantes do movimento, quer ser chamado de Vélinton.
Não há nada mais salutar do que encampar esta luta contra os excessos dos brasileiros no uso de termos alheios ao nosso.
Principalmente quando estas palavras podem ser substituídas, quando há tradução e equivalentes.
Não se admite que uma loja onde se vende animais seja denominada Pet Shops; uma lavanderia, laundromat; que no banco que leva o nome de Brasil tenha serviços como home banking, personnal banking etc.
Que o MV Brasil possa espalhar a sua ideologia por todos os Estados brasileiros, para que nós possamos começar a respeitar o nosso idioma e combater os excessos.