CARTA ABERTA AO VIVA RIO! 

Prezado compatriota, Sr. Rubem César Fernandes:

Nós, do MV-Brasil, uma vez apuradas as urnas que deram vitória no referendo ao NÃO e, em respeito à decisão soberana de toda a Nação Brasileira, encerramos nossa exitosa campanha estendendo as mãos, em caloroso cumprimento, aos combativos membros do VIVA RIO e suas organizações congêneres. E o fazemos, serenamente, esperando que suas teses de campanha, muito embora voltadas para direções opostas às nossas e talvez, por isso mesmo, resultando inquestionavelmente vencidas por esmagadora maioria popular, tenham tido como força-motriz respeitáveis convicções humanitárias, eivadas das melhores intenções patrióticas.

Não obstante, superada essa importante etapa da nossa História, além de cumprimentá-los pelas intransigentes e amplas demonstrações públicas em defesa da VIDA, da PAZ e do AMBIENTALISMO, bandeiras que, embora em perspectivas às vezes um tanto distintas das suas, também sempre fizemos nossas, vimos, por tamanha coincidência de nobres objetivos, convidá-los, e a seus generosos patrocinadores, todos homens justos, preocupados com o BEM-ESTAR coletivo, a se juntarem a nós em benefício de novéis e nobilíssimas causas, voltadas à mais ampla restauração das perspectivas de um futuro digno para o nosso povo, tão sofrido e explorado.

Por isso, prezados Companheiros do VIVA RIO: Na esperança da reciprocidade do seu virtuoso, aguerrido e inestimável apoio, vimos lançar-lhes um repto, um desafio de brasilidade, pois temos a nítida certeza de que, se unidos de mãos dadas, poderemos chegar à mais contundente e avassaladora VITÓRIA popular sobre tantos e tamanhos problemas econômicos e sociais que nos vêm afligindo, revertendo-os em curtíssimo prazo e, de quebra, exigindo e obtendo a mais inescapável e dura punição para os seus desprezíveis causadores, abjetos traidores e vendilhões que degradam a Pátria:

“Afastar a gravíssima ameaça que paira, sinistra, sobre a POPULAÇÃO BRASILEIRA acuada e fragilizada, uma verdadeira ARMA ATÔMICA DE GROSSO CALIBRE voltada para nossas cabeças indefesas, exigindo nossa capitulação incondicional e nos obrigando a pagar um resgate fabuloso, incomensurável, criminosamente subtraído ao DESENVOLVIMENTO NACIONAL, causa máxima a nos impedir o correto e amplo combate à Violência, à promoção da Saúde, Saneamento, Educação, Habitação, Previdência, Segurança, à criação de novos Empregos e à mais ampla garantia de Justiça Social.”

Tamanhas e tão descabidas exigências, demandas absurdas, arrogantes e, outorgadas a um povo brasileiro explorado, sob pretexto vil de ‘combater a inflação’ e ‘conter o déficit primário’, nos são impostas por um conjunto de organismos privados apátridas que, sem a legitimidade de um único voto popular em qualquer parte do planeta, apresentam-se travestidos de ‘organizações multilaterais’ com força de lei, usurpando e se arrogando o poder de ‘governantes do mundo’.

Acoitados pelos que se empenham em burlar os mais legítimos interesses nacionais, sempre dissimulados nas sombras mais abrigadas de nossa tolerante sociedade, impõem-nos vontades e nos cobram seu botim, exaurindo-nos, de forma avassaladora e cruel, sob humilhantes ameaças a ferro e fogo, nos deixando em troca, apenas, migalhas miseráveis e insípidas que desprezam, enfastiados. Meros resíduos escassos, incapazes de mitigar a exaustão nacional pelos esforços vãos, de atenuar sofrimentos, lágrimas, suores e as dores de todas as esperanças frustradas do Povo Brasileiro, cada vez mais vítima de um lodaçal de corrupção e sufocado no areal movediço das dívidas insanáveis, que engordam dia e noite, crescendo, exponencialmente, a cada segundo consumido em nossas vidas frustradas de agruras e trabalho sem fim, num círculo interminável, demencial.

Referimo-nos, é óbvio, à indecorosa libertinagem dos juros livres e exorbitantes praticados na nossa economia (sob inspiração de “administradores” inseridos no COPOM e no Banco Central e com a leniência dos demais poderes constituídos), os maiores do mundo e que, apesar de anteriormente limitados a 12% ao ano pelo antigo texto do Artigo 192 (VIII, 3º) da Constituição Brasileira de 1988, revogado pela Emenda Constitucional Nº. 40, de 29 de Maio de 2003, nunca foram regulamentados. E os juros praticados em nosso país, em decorrência de tamanha leniência técnica e frouxidão ética, têm sido elevados a culminâncias inescrupulosas por uma estratégia econômica oportunista, inepta e devassa, que só faz enriquecer as redes bancária, financeira e especulativa internacionais, às custas da miséria e dos sofrimentos provocados em nossos patrícios rendidos, submissos e inermes.

Fica, por isso, o nosso convite aos dignos integrantes do VIVA RIO, de organizações congêneres, e dos seus nobres patrocinadores, integérrimos emuladores do BEM, ideólogos de um mundo perfeito, assentado na PAZ, na exaltação à VIDA, à NATUREZA e à JUSTIÇA SOCIAL, para que se juntem a nós naquele que será o maior desafio jamais enfrentado pela Nação-Brasileira, em sua gloriosa e inarredável trajetória.

Vencer forças tenebrosas do MAL, através da luta titânica por novo referendo, democrático e justo, que, desta feita, venha  facultar ao POVO BRASILEIRO:

* EXERCER maior controle e vigilância sobre o Banco Central, a quem cabe, também por dispositivo constitucional (Art.164) a competência exclusiva de emitir moeda em nome do Tesouro Nacional, razão pela qual tantos calabares lutam para que se lhe conceda independência ou autonomia legais, negando-nos esse direito tão essencial no futuro, garantia de independência e soberania;

* OBTER uma nova carta nacional de alforria que livre o Brasil, definitivamente, da exploração insidiosa exercida pela aplicação de juros estratosféricos, cruéis, impiedosos, exigidos para o financiamento de nossa moeda tão artificialmente aviltada sob sórdidas chantagens; juros que desconstroem a NAÇÃO e erodem o nosso futuro, fazendo arquear, a cada instante, o peso de uma dívida jamais aferida pelo povo, cujas origens e evolução já se perderam, há muito, na poeira do tempo;

* EXIGIR uma imediata auditoria dessa dívida infame e impagável, nunca fiscalizada pelo povo brasileiro, conforme veio a exigir o Artigo 26 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, igualmente nunca cumprido.

O MV-Brasil e o VIVA RIO, se juntos, irmanados, combatendo em virtuosa simbiose de entusiasmo, esforços e de recursos materiais, certamente tornarão imbatível essas nobres causas e inevitável sua naturalíssima conseqüência, o triunfo do SIM às seguintes questões fundamentais a serem propostas ao POVO BRASILEIRO, em consulta plebiscitária:

1 - Os juros máximos a serem praticados no Brasil, em todas e quaisquer transações financeiras, públicas ou privadas, devem ser limitados ao teto legal de 12% ao ano?

2 - A sociedade brasileira deve continuar exercendo, de fato e de direito, por meio dos Poderes Republicanos legal e legitimamente constituídos, o controle da emissão da moeda nacional e de todas as operações de política monetária e financeira conduzidas ou instrumentalizadas através, exclusivamente, do Banco Central do Brasil?

3 – A dívida externa brasileira deve ser (em prazo estipulado por este referendo) conferida e recalculada em nome do povo, por meio da referida auditoria pericial, sendo cancelados os valores, hoje escriturados, que estejam em desacordo aos critérios e cálculos estabelecidos por essa auditoria constitucional, imediatamente notificando dessa decisão soberana os supostos beneficiários dos valores anteriormente registrados?

Na expectativa do seu apoio imediato e irrestrito à causa,

Cordialmente, subscreve 

Rio de Janeiro, 02 de novembro de 2005.

O Conselho dos Doze do MV-Brasil.

(Memorial elaborado especialmente para o MV-Brasil pelo economista Armindo Abreu, Conselheiro HONORIS CAUSA do MV-Brasil, autor do livro “O Poder SECRETO!”)


É fundamental que você envie este texto para seus amigos e parentes, para formarmos, assim, uma grande corrente em favor do Brasil.

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